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MAR SADO
O moinho que trabalhava ao ritmo das marés
Na Herdade da Mourisca, a força das marés do Sado fazia mover as mós muito antes da eletricidade. Uma lápide com a data de 1601 aponta para a antiguidade do Moinho de Maré da Mourisca, que continuou ligado à moagem de cereais até ao século XX.
No sapal da Herdade da Mourisca, a água era simultaneamente paisagem e força motriz. O moinho retinha água na caldeira durante a preia-mar; quando a maré descia, a água libertada fazia girar os rodízios e acionava as mós que transformavam milho, trigo e centeio em farinha.
Uma lápide descoberta no edifício apresenta o número 1601, interpretado pelas fontes municipais como provável data de construção ou início da laboração. A formulação deve manter-se prudente: a inscrição sustenta uma data provável, não uma certeza documental absoluta. O moinho trabalhou durante séculos e a memória municipal regista atividade até à década de 1960; depois de recuperado, tornou-se um centro interpretativo integrado na Reserva Natural do Estuário do Sado.
É uma peça rara de engenharia tradicional e de arqueologia industrial, mostrando como as comunidades locais aproveitaram a amplitude das marés para produzir um bem essencial sem combustível nem eletricidade.
Uma lápide descoberta no edifício apresenta o número 1601, interpretado pelas fontes municipais como provável data de construção ou início da laboração. A formulação deve manter-se prudente: a inscrição sustenta uma data provável, não uma certeza documental absoluta. O moinho trabalhou durante séculos e a memória municipal regista atividade até à década de 1960; depois de recuperado, tornou-se um centro interpretativo integrado na Reserva Natural do Estuário do Sado.
É uma peça rara de engenharia tradicional e de arqueologia industrial, mostrando como as comunidades locais aproveitaram a amplitude das marés para produzir um bem essencial sem combustível nem eletricidade.